"Em algumas situações percebemos que o único inimigo
que podemos ter somos nós."
Cada um de nós conscientemente busca aquilo que considera a sua felicidade. Para uns é o dinheiro, para outros o status, o conhecimento, a cultura, a beleza, a segurança, a família, o amor... A lista é infinita. Em nível racional todos querem obviamente conseguir os seus objetivos, mas duas coisas podem acontecer então. Ou se obtém o que se desejava e descobre-se após algum tempo que aquilo não trouxe a almejada felicidade ou não se consegue as metas idealizadas e ai mergulha-se na infelicidade.
Em ambos os casos fica sempre a frustração. Na primeira situação a reação é típica é criar-se um novo objetivo externo e a perseguição se reinicia num ciclo vicioso que lembra o cachorro correndo atrás do rabo - nunca o alcança. Como a maioria das pessoas não se permite ver-se como realmente são na segunda situação a tendência quase universal é encontrar uma explicação para o fracasso através da projeção externa.
O mundo e as pessoas é que são os verdadeiros culpados. Porém ao cairmos em si, notamos que ninguém é culpado por nossas quedas, logo nos damos conta do dever de perdoar, amar incondicionalmente, todavia sem a perseguição e ambição de poder que havia antes gravada na mentalidade de cada um.